_AMOR, FLOR, VERDURA, PALAVRA, TUDO É SEMENTE!

_VIDA, HORTA, JARDINAGEM,

PROSA E POEMA:

PALAVRA ESCRITA E SEMEADA...

SEMPRE O MESMO PRINCÍPIO

GENEROSO DA SEMENTE.



Histórico e registro do projeto de criação e transformação de um quintal, hoje com horta, pomar e jardim, que já foi um grande monte de entulhos, mas que está se revelando um pedacinho do paraíso.
Verifique o "Antes e o depois" nos primeiros posts... Acredite... Aconteceu...
O possível se faz agora, o impossível demora um pouquinho mais...
De quebra vão alguns textos,receitas,meditações, artigos e poemas, semeados entre flores e verduras...
Que mistura...

Os textos e fotos são de própria autoria, aqueles que não o forem, trarão referência do autor.
Nossas imagens não deverão ser usadas para qualquer tipo de promoção de cunho comercial sob pena de responsabilização legal. Grata.


"Existe duas maneiras de ver o mundo: A primeira é que não existe milagres.
A segunda é que tudo é milagre."
Albert Einstein

Além das experiências em nosso quintalzinho, agregamos posts de quintais de amigos em: Visitando outros quintais.

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Aprendizado

                                          

Ah! A dor do grão que morre
Pra brotar a nova planta.
A tensão da possível perda,
A dar valor ao que encanta.

Com a natureza se aprende
A dança da paciência
A vencer a ansiedade
Com sabedoria e ciência.





Ao se por a mão na terra,
Descobre-se a humildade.
Que vem de humus. Verdade!
E rima com simplicidade.

Depois de estudos e rimas
De tratados e diplomas,
Do Complexo ao Pleroma,
Descobre-se a obra-prima:





Simplificar-se ao infinito
E derramar-se, bonito,
Como rega à semente.
Perder-se generosamente.

Para chegar-se ao destino,
Um mistério ou desatino:
Que, a  palavra e a semente
Transformam a vida da gente.

(Gilda, em 05.09.2012)

 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Herança...




Esperança que nunca cansa,
Resgatar no coração, a criança,
Recordações da bonança,
Que em algum canto se perdeu.


Promessa firmada, como um destino,
Porta pequena, um diamante fino,
Há de se entrar, agachado,
Nos domínios do outro lado...


Brota, enfim, como fonte,
Pronome, Verbo e sujeito,
Dança solta a liberdade,
Arranca a saudade do peito.


Transfigura-se o desatino,
Em silêncio, do seu jeito...
E, dorme, sereno, em seu leito
Sonhando, em Paz, um Menino...


Gilda, 02.03.2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Contato Interior



Religar todas as fontes...
Buscar da terra as raízes,
O beijo do vento na fronte,
O sonho de dias felizes...


Romper com o tempo,
Com o paradigma imposto,
Soprar a brisa a contento,
Transfigurado o rosto...


Inspirar a vida,
Renovar o Espírito,
Recriar o mundo, o  rito...
Sempre mais vivo e mais bonito...


Gilda, 23 .02. 2012.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Refúgio


"Refúgio", Detalhe.  Óleo sobre tela ,
interior e vista da metrópole.
Rasgada tela,
Voo solto no ar,
Liberta do sangue,
Da alma exangue...


Refúgio pleno,
Inflado Pneuma,
Rompida a cadeia,
Declara a calma...


Das fibras da carne,
Deterioráveis,
Aos fios da teia, 
Inexoráveis...


Mergulho no verso,
Anulo o perverso...
Cidadã do Universo,                                              
Coração converso...




( Gilda, em 04.04.2010 )

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Urgência



Gritos roucos a exigir presença
Que o futuro aconteça
Que se libere a coragem...
E se liberte o coração...

Que se brote a profecia
Das obras de suas mãos...

Ultimato redundante
Grito de alto falante
A ribombar na estante

Tantas letras, mil ciências,
Pras aparências...

No fundo um grito
Dilacerante
Urgente
Recente...
De se fazer de repente
O que nunca se pensou...
Cortar com tenaz a corrente
Tentar ordenar-se
E à mente
Delegar obrigação

Voltar aos dezesseis
E revirando a agenda
Encontrar enfim a senda
Que há tanto se perdeu

Num sorriso de menina
Doce, dobrando a esquina
Um beijo que se esqueceu...

Num volver um só olhar
Encontrando como um mar
Toda a realidade
Líquida e transparente
De se poder tornar gente
Conjugando o verbo amar...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Dos vulcões

A lava que me lava é quente,
O descanso que me aquece um deleite,
O repouso no rochedo uma arte.
Um bálsamo escorre e me socorre,
Da ferida que não foi atada,
Da  agonia de fera acuada ,
A dois passos da morte libertada.

Um perfume que se revela flor,
Desenlaça o nó da dor,
Mais que uma não se faz preciso,
Liberar-se é um Dom conciso.

O verde jamais tocado beija o corpo,
Que se arrisca na aventura da ventura,
Neste primevo gesto de existir,
Unifica-se a vida in natura.

Mais que navegar, é preciso o mergulho,
Nas fontes profundas, além de todo orgulho,
No vocábulo que não foi ferido,
E tocado entrega o alimento querido.

Como um toureiro de palavras,
Enganando a mente que lhe mente,
É no vazio que a fome lavra,
Que o garimpeiro encontra contente,
A doce expressão que lhe faltava...
O princípio generoso da semente.


 (Gilda 2002. Direitos reservados)