(Ou... Natureza equilibrada em harmonia)
Nesta época do ano, com as chuva da primavera, nosso bambuzal se enche de brotos.
Não sei se pela umidade, ou pela presença dos brotos, mas, como por encanto,
percebe-se um certo aroma adocicado no ar, como se o bambuzal se perfumasse.
Algumas folhas do bambu se cobrem com uma substância açucarada que lhes dá um
aspecto melado. Pelas minhas descompromissadas pesquisas descobri que este
melado é excretado pelos pulgões. Um fungo chamado fumagina gosta desta
secreção e se desenvolve sobre estas folhas, deixando-as escurecidas.
Mas, existe um inimigo natural que se alimenta destes pulgões e faz a festa:
__As joaninhas. Elas se reproduzem nesta época de alimento farto, e nos fazem
um grande favor, fazem o combate natural destes invasores. O fato de não usarmos nenhum
tipo de adubo ou controle químico neste quintalzinho, nos proporciona o espetáculo de
acompanharmos maravilhados, passo a passo, o interessante processo de metamorfose
das joaninhas. E as vemos de todas as cores possíveis, com variações nos padrões de
pintas e tamanhos.
| A secreção melada provocada pelos pulgões. |
| As folhas que se escurecem atacadas pelo fungo fumagina. |
| Em meio à grande mudança: O casulo da joaninha. |
| Nossos soldadinhos defensores dos pulgões, de capacete, digo, carapaça e uniforme. |
| Esta joaninha, de cor amarela e padrão petit pois passeava pela cortina da sala. |