_AMOR, FLOR, VERDURA, PALAVRA, TUDO É SEMENTE!

_VIDA, HORTA, JARDINAGEM,

PROSA E POEMA:

PALAVRA ESCRITA E SEMEADA...

SEMPRE O MESMO PRINCÍPIO

GENEROSO DA SEMENTE.



Histórico e registro do projeto de criação e transformação de um quintal, hoje com horta, pomar e jardim, que já foi um grande monte de entulhos, mas que está se revelando um pedacinho do paraíso.
Verifique o "Antes e o depois" nos primeiros posts... Acredite... Aconteceu...
O possível se faz agora, o impossível demora um pouquinho mais...
De quebra vão alguns textos,receitas,meditações, artigos e poemas, semeados entre flores e verduras...
Que mistura...

Os textos e fotos são de própria autoria, aqueles que não o forem, trarão referência do autor.
Nossas imagens não deverão ser usadas para qualquer tipo de promoção de cunho comercial sob pena de responsabilização legal. Grata.


"Existe duas maneiras de ver o mundo: A primeira é que não existe milagres.
A segunda é que tudo é milagre."
Albert Einstein

Além das experiências em nosso quintalzinho, agregamos posts de quintais de amigos em: Visitando outros quintais.

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terça-feira, 18 de junho de 2013

Apenas o tempo presente nos pertence!


Tenho Tempo...


Hoje tenho tempo...
Tenho todo o tempo nas mãos...
Tempo para escrever...
Tempo para pensar...
Tempo para ler...
Tempo para plantar...
Já não pergunto sobre o tempo,
E os seus significados...
Hoje eu tenho tempo...
Para curtir os filhos...
Para cultivar uma flor,
Para sentir seu olor...
Hoje eu tenho tempo,
Para cuidar de mim,
Pra me pintar de carmim
No espelho de mim mesma...
Hoje tenho tempo...
De cultivar amigos...
Os novos e os antigos...
De abrir meus e-mails e meus inteiros...
Hoje tenho tempo...
Amanhã não sei,
Ele ainda nem chegou...
E se vir será um Presente!
Tem gente que nem sente,
Que o dia amanheceu...
Hoje tenho tempo...
De orar de um novo jeito,
Que alimenta a alma,
E liberta o coração...
Hoje fiz uma viagem,
Ao interior do meu ser,
Com paciência de lesma,
E, tendo encontrado a mim mesma...
Quase chorei de emoção...
Descobri que sou feliz
De expandir o coração...

Gilda. (Sob psd. R.C.S. 07.11.2007)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Urgência



Gritos roucos a exigir presença
Que o futuro aconteça
Que se libere a coragem...
E se liberte o coração...

Que se brote a profecia
Das obras de suas mãos...

Ultimato redundante
Grito de alto falante
A ribombar na estante

Tantas letras, mil ciências,
Pras aparências...

No fundo um grito
Dilacerante
Urgente
Recente...
De se fazer de repente
O que nunca se pensou...
Cortar com tenaz a corrente
Tentar ordenar-se
E à mente
Delegar obrigação

Voltar aos dezesseis
E revirando a agenda
Encontrar enfim a senda
Que há tanto se perdeu

Num sorriso de menina
Doce, dobrando a esquina
Um beijo que se esqueceu...

Num volver um só olhar
Encontrando como um mar
Toda a realidade
Líquida e transparente
De se poder tornar gente
Conjugando o verbo amar...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Regresso

   
Voltei às raízes...
Ao extrato do meu ser...
Meu cantinho sagrado,
Sob  tutela divina...
Inabalável, sublime...

Voltei às raízes...
À seiva que sustenta,
A minha árvore antiga,
Mantida entre tantas idas e vindas,
Desencontros quase loucos...


Gilda, 2003

Direitos autorais 
registrados no EDA/ BNRJ

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Dos vulcões

A lava que me lava é quente,
O descanso que me aquece um deleite,
O repouso no rochedo uma arte.
Um bálsamo escorre e me socorre,
Da ferida que não foi atada,
Da  agonia de fera acuada ,
A dois passos da morte libertada.

Um perfume que se revela flor,
Desenlaça o nó da dor,
Mais que uma não se faz preciso,
Liberar-se é um Dom conciso.

O verde jamais tocado beija o corpo,
Que se arrisca na aventura da ventura,
Neste primevo gesto de existir,
Unifica-se a vida in natura.

Mais que navegar, é preciso o mergulho,
Nas fontes profundas, além de todo orgulho,
No vocábulo que não foi ferido,
E tocado entrega o alimento querido.

Como um toureiro de palavras,
Enganando a mente que lhe mente,
É no vazio que a fome lavra,
Que o garimpeiro encontra contente,
A doce expressão que lhe faltava...
O princípio generoso da semente.


 (Gilda 2002. Direitos reservados)