_AMOR, FLOR, VERDURA, PALAVRA, TUDO É SEMENTE!

_VIDA, HORTA, JARDINAGEM,

PROSA E POEMA:

PALAVRA ESCRITA E SEMEADA...

SEMPRE O MESMO PRINCÍPIO

GENEROSO DA SEMENTE.



Histórico e registro do projeto de criação e transformação de um quintal, hoje com horta, pomar e jardim, que já foi um grande monte de entulhos, mas que está se revelando um pedacinho do paraíso.
Verifique o "Antes e o depois" nos primeiros posts... Acredite... Aconteceu...
O possível se faz agora, o impossível demora um pouquinho mais...
De quebra vão alguns textos,receitas,meditações, artigos e poemas, semeados entre flores e verduras...
Que mistura...

Os textos e fotos são de própria autoria, aqueles que não o forem, trarão referência do autor.
Nossas imagens não deverão ser usadas para qualquer tipo de promoção de cunho comercial sob pena de responsabilização legal. Grata.


"Existe duas maneiras de ver o mundo: A primeira é que não existe milagres.
A segunda é que tudo é milagre."
Albert Einstein

Além das experiências em nosso quintalzinho, agregamos posts de quintais de amigos em: Visitando outros quintais.

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Passar a roupa com as mãos!

Partilhando um novo jeito de viver...

Foi por um problema de saúde que aprendi com uma amiga uma prática que partilho com vocês:
Precisei, por alguns meses, que viesse alguém passar as nossas roupas. Até que uma amiga ensinou-me a seguinte técnica.
Sacudir bem a roupa e esticá-la bem ao pendurá-la no varal.
Se tiver sol, ótimo. Se não tiver,  está bom também.
É claro que escolher roupas que não amarrotam na hora de comprar também facilita muito!
 O segredo de passar as roupas com as mãos é aproveitar a ação da gravidade e dobrar a roupa logo que se tira do varal. Se você tem mãos quentes, então, está perfeito.
Friccionar as mãos antes de começar a dobrar as roupas também ajuda.
Se você tem dificuldade para ficar em pé ao lado do varal, pode usar uma cadeira para sentar e uma mesinha baixa  para dobrar a roupa. Alise-a com cuidado, deixando que passe para a roupa o calor de
suas mãos. As camisetas ficam exatamente como se você tivesse gasto horas e muita energia elétrica para passá-las. O peso de uma  peça sobre a outra e o calor as ajuda a ficarem lisas. Se você pode deixá-las ao sol depois de dobradas é muito bom.
Um carrinho de compras também pode ser usado para o trabalho de trazer a roupa dobrada, do
varal até o guarda roupa. Se o carrinho fica um pouco ao sol, com a roupa já dobrada, fica quente
e faz aqueles vincos nas dobrinhas.  Alise com paciência e dobre com uma certa arte. Ficam perfeitas.
Eu tinha outra justificativa para obrigar-me a passar roupas, a higiene. Mas esta já fica por conta dos
sabões e detergentes usados na lavagem. Se houver sol, ficam ainda mais limpas e brancas.
As coloridas as penduro sempre para secar à sombra e as delicadas, as lavo dentro de um saquinho.
Duram muito mais.

Mas, é preciso fazer este trabalho com uma consciência maior do que simplesmente economia doméstica.
Economizar para preservar a saúde do planeta cria uma  ética de pobreza consciente  e despojamento.
 Dá uma nova visão. De simplificar o que é necessário para a nossa sobrevivência. É como um tempo de meditação,em que o corpo, poupado do árduo trabalho de passar roupas, pode dar à mente um tempo
precioso para meditar sobre o que é realmente essencial nas nossas vidas. É uma desaceleração vital para nos libertarmos do  paradigma da pressa que justifica não termos tempo para mais nada.
Pode ser um tempo de interiorização... Até de oração.

E é claro que acaba diminuindo também a conta de luz...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Busco uma simples esperança...

 Busca...

Alguém viu minha almofada?
Aquela que eu costumava amarrar aos pés
Enquanto a caravana passava
E os cães ladravam?

Alguém viu minha amiga inseparável
Que prometeu-me descanso
Numa rede à luz da lua ?

Assim como o poeta buscava
"Uma canção que fizesse acordar
os homens e adormecer as crianças..."

Busco uma simples esperança
Um doce enlevo de dança
num sorriso de ternura...

Busco mais do que podia,
busco uma simples poesia,
na solitude tão  mansa...
Na solidão que é só minha...

Gilda 18.09.2007