Três tipos de amora no nosso quintal
Esta postagem é uma prova de que a natureza entregue a si mesma, se refaz,
e, se, num ambiente frequentado por aves, deixarmos crescer as diversas
plantinhas trazidas por elas, logo teremos uma floresta ou um belo pomar
de frutas nativas. Estas amoreiras fotografadas aqui, nasceram recentemente
dentro e fora do quintal trazidas pelos pássaros. Geralmente as arrancamos assim
que nascem, pois, a amoreira cria uma raiz tão forte e tão profunda que torna
impossível arrancá-la mais tarde .Vamos tentar a possibilidade de controlar o
crescimento destas mudas com podas educativas. Assim teremos arbustos de
frutíferas que irão atrair passarinhos.
O interessante é que assim, sem querer, ficamos com três espécies diferentes
de amoras. Esta espécie, de folha recortada, nasceu do lado de fora da cerca
de bambus. Só saberemos como serão seus frutos esperando com paciência que
produzam. Só temos uma certeza, é uma das prediletas dos passarinhos, pois
é uma das plantinhas que mais arrancamos, quando fazemos o controle de ervas
daninhas e invasoras. Provavelmente é uma amora-branca: Morus alba.
Esta outra amoreira tem a folha serrilhada, quase em forma de coração.
Espécie rústica, nativa, plantada aqui, de presente, pelos passarinhos
que frequentam o bambuzal. Esta também fica do lado de fora da cerca .
Provavelmente é um pé de amorinha-preta, bem comum na região. (Morus nigra)
Este pé de amora trepadeira nativa cresceu perto da fonte, onde as aves vêm beber.
Cuidamos com carinho e transplantamos para um dos canteiros verticais.
É de uma variedade silvestre popularmente chamada de silva. Com seus frutos
é possível fazer geleias ou mesmo vinho. É uma rosácea , provavelmente Rubus sp.
Meses depois a mesma amoreira silvestre (silva) da foto acima já cresceu bastante
e é tutoreada pelo vergalhão da estufa da horta.Temos cuidado de mantê-la a uma
distância segura da área de circulação, para que os espinhos não causem acidentes.
Apesar de rústica e selvagem esta amoreira, recorremos a uma poda educativa, pois a espécie
é muito invasiva, tendo sido guiada em rama única, rente à tela de sombrite.Qualquer operação
deve ser realizada com muito cuidado por causa dos espinhos.
A rama desta amoreira ( silva) em poucos meses já atingiu 3,5 metros , e continua crescendo.
Com cinco meses começou a primeira florada da nossa silva, por ser uma rosácea, seus
botões florais bem se parecem com pequenos botões de rosa., linda e iluminada,agora
coberta pela estufa da horta, por causa do frio.
Com aproximadamente seis meses e uns seis metros de comprimento, a nossa querida
amoreira do mato conseguiu frutificar, mesmo aprisionada na estufa da horta.
. Frutos ainda verdes.
Quanto mais escuras, mais doces...
