_AMOR, FLOR, VERDURA, PALAVRA, TUDO É SEMENTE!

_VIDA, HORTA, JARDINAGEM,

PROSA E POEMA:

PALAVRA ESCRITA E SEMEADA...

SEMPRE O MESMO PRINCÍPIO

GENEROSO DA SEMENTE.



Histórico e registro do projeto de criação e transformação de um quintal, hoje com horta, pomar e jardim, que já foi um grande monte de entulhos, mas que está se revelando um pedacinho do paraíso.
Verifique o "Antes e o depois" nos primeiros posts... Acredite... Aconteceu...
O possível se faz agora, o impossível demora um pouquinho mais...
De quebra vão alguns textos,receitas,meditações, artigos e poemas, semeados entre flores e verduras...
Que mistura...

Os textos e fotos são de própria autoria, aqueles que não o forem, trarão referência do autor.
Nossas imagens não deverão ser usadas para qualquer tipo de promoção de cunho comercial sob pena de responsabilização legal. Grata.


"Existe duas maneiras de ver o mundo: A primeira é que não existe milagres.
A segunda é que tudo é milagre."
Albert Einstein

Além das experiências em nosso quintalzinho, agregamos posts de quintais de amigos em: Visitando outros quintais.

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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Segunda florada do araçá.

As flores brancas do araçá.

Um pezinho de nada, resolveu contar vantagem depois que nos assanhou com seu sabor
azedinho-adocicado. Resolveu corresponder aos nossos carinhos com a colocação
de adubo orgânico da compostagem e água dos tanques de peixes. Parece que
esta mistura, mais calcário, fez milagres nesta terrinha que nada produzia.
Pra quem vê, parece mentira que um pezinho tão pequeno
possa estar tão carregado. Sorte nossa...Hummm.





Amarilis púrpura.

MARAVILHOSA AMARILIS

Uma vizinha descartou um bulbo que viera num arranjo, em um terrário
de vidro, em um de seus aniversários passados.
Cuidamos dele com carinho uns dois anos e nada de flores.
Depois disso ele foi plantado em uma lata velha e ficou no quintal,
no sol e na chuva, quase esquecido, não fosse algumas regas
e adubações coletivas, que também o socorreram.
Nesta primavera tivemos uma grata surpresa:
Botões  florais gigantes de um vermelho
escuro, com nuances de negro
nos deixaram  quase
boquiabertos.
Pena que duraram poucos dias. Nossos olhos não se cansavam
de admirá-las.







Metamorfose das joaninhas: primavera de 2013


(Ou... Natureza equilibrada  em harmonia)    
   
 Nesta época do ano, com as chuva da primavera, nosso bambuzal  se enche de brotos.
           Não sei se pela umidade, ou pela presença dos brotos, mas, como por encanto,  
percebe-se um certo aroma adocicado no ar, como se o bambuzal se perfumasse.
           Algumas folhas do bambu se cobrem com uma substância açucarada que lhes dá um 
           aspecto melado. Pelas minhas descompromissadas pesquisas descobri que este
           melado é excretado pelos pulgões. Um fungo chamado fumagina gosta desta 
           secreção e se desenvolve sobre estas folhas, deixando-as escurecidas.
 Mas, existe um inimigo natural que se alimenta destes pulgões e faz a festa:
       __As joaninhas. Elas se reproduzem nesta época de alimento farto, e nos fazem
           um grande favor, fazem o combate natural destes invasores. O fato de não usarmos nenhum
           tipo de adubo ou controle químico neste quintalzinho, nos proporciona o espetáculo de
           acompanharmos maravilhados, passo a passo,  o interessante processo de metamorfose
           das joaninhas. E as vemos de todas as cores possíveis, com variações nos padrões de
           pintas e tamanhos.
         
A secreção melada provocada pelos pulgões.

As folhas que se escurecem atacadas pelo fungo fumagina.

A nossa defesa natural: as lagartas da joaninha.
Demoramos para descobrir o que era aquele bichinho
que às vezes entrava pela gola da camiseta e  dava
aquela coceira na pele. De tanto fuçar, descobrimos:
A nossa estrela: Dona joaninha em metamorfose...
Devorando os pulgões enquanto se desenvolve.

Dá para perceber porque sentíamos coceira com a
invasão de certo bichinho na nossa gola. Ele tem mesmo
um aspecto assustador de lagarta, olhando-se assim
de pertinho. Mas, é inofensivo se nos protegemos. O que
fazemos para evitar acidentes? Usamos chapéu e temos
o cuidado de devolver ao bambuzal alguma larvinha
destas que se apega às nossas roupas.

Em meio à grande mudança: O casulo da joaninha.

E então a invasão destas coisa mais fofas que são de grande utilidade
na horta e jardim.Transportamos algumas para as couves e para as
roseiras e ... Adeus pulgões. Isto se chama natureza equilibrada,
com controle natural de invasores.

Nossos soldadinhos defensores dos pulgões, de capacete,
digo, carapaça e uniforme.

Muito fashion dona joaninha. Não repete padrão das
pintas. Cada uma é única e tem padrões e tons de
cores diferentes. Esta mimetizou um par de olhos
assustadores, para afastar os passarinhos que estão
chocando, nos ninhos, e saem para fazer um lanchinho
ali por perto mesmo.

Esta joaninha, de cor amarela e padrão petit pois 
passeava pela cortina da sala.

domingo, 27 de outubro de 2013

Pêssegos.

                 Depois das flores, os frutos...

  Nossos olhos já se iluminaram e nosso coração alegrou-se
 com as flores do pessegueiro adolescente.

                       

                           Agora, aguardamos, no exercício da esperança, a doçura que virá.

                        Frutos aveludados prometem muita fartura para a safra deste ano. Não adianta
                        ter pressa, o melhor remédio para ansiedade é esperar o tempo da natureza.
                        Um tempo para tudo, e tudo a seu tempo.

Ora-pro-nobis: Nossa primeira colheita


Frango refogado com Ora-pro-nobis:

Enfim, nossa mudinha de ora-pro-nobis reagiu, depois do inverno rigoroso.
Brotou, cobriu-se de gordas e tenras folhas de um verde brilhante.
Resolvemos fazer a primeira poda para provar-lhe o prometido sabor.


     Os galhos do ora-pro-nobis já se estenderam sobre o arco que lhe foi destinado, à entrada da horta.

                           Seus espinhos (acúleos), não deixam esquecer que é um cactus.

                   Uma boa bacia de folhas, prontinha pra lavar e acrescentar ao frango refogado
                   que já estava no fogo...Hummmmmm.

                       O sabor se parecia com couve misturado com quiabo. No molho do frango ficou
                       muito bom!

          Separamos os galhos espinhentos para embalar antes de por no lixo, para salvar as mãos dos
          lixeiros, mas, nem chegaram a ir para o lixo, despertaram  a curiosidade de uma visita, que já
           levou os ramos  mais fortes para plantar.

            Não sobrou nem um galho que servisse de muda. Aproveitou-se todinho...

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A cor do araçá.

Quando postamos aqui as fotos da flores do araçá ficamos em dúvida sobre sua qualidade
e nos perguntávamos se os frutos seriam vermelhos ou amarelos. Na verdade eles não mudam muito
de cor, continuam verdinhos por fora, branquinhos por dentro, de um azedinho adocicado que
enche a boca d'água só de pensar.



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sete léguas.

Era uma vez... Um galhinho de trepadeira sete léguas ( Podranea ricasoliana) que  foi surrupiado em uma sebe do caminho... Plantada à meia sombra do caramanchão de maracujás, ela pegou, cresceu e se desenvolveu tanto que, se não tivesse sido conduzida com um pouquinho de prudência, já teria dado a volta em todo nosso quintalzinho. Digamos, que, com podas educativas não muito severas, as ramas já  contornaram mais de 50 % do quintal. Quando florescer fará um efeito interessante.


A rama da sete léguas já percorreu toda a estrutura da cobertura da horta, amparada pelo vergalhão de aço.
E vai longe, até onde permite a imaginação e a tesoura de poda... Do lado oposto do quintal outra rama já
percorreu uns seis ou sete metros... Verdade! Sem cuidados ela sufocaria o restante do pomar, jardim e horta.